1 – O Desenvolvimento Espiritual e Psicológico do Obreiro Cristão

1.1 – Reflexão sobre a posição do Obreiro e sua decisão de fazer a Obra para Honra e Glória de Deus (1º Timóteo 3:1 / Isaías 48:11)

     Quais os motivos que o impulsiona a ser um obreiro cristão? Está é, sem dúvida, uma pergunta fundamental para toda pessoa que almeja ser obreiro na Igreja de Cristo. Ser obreiro é um excelente objetivo espiritual, mas se tratando do Ser Humano é importante considerar os motivos psicológicos, pois podem influenciar ou distorcer os verdadeiros e nobres motivos espirituais.
     Motivação é a palavra constituída pela aglutinação de duas outras, a saber: Motivo e Ação. Isto indica que para haver uma ação deve existir um motivo que a anteceda. Para tornar mais fácil a compreensão é necessário dividir a motivação em dois aspectos: espiritual ou primária e humana ou secundária. Isto é, todos os motivos que são verdadeiramente espirituais são primários, enquanto que os motivos humanos são secundários.
     Por um lado, os motivos primários e espirituais serão sempre aqueles que expressam o desejo sincero de glorificar a Deus, agradá-Lo, Adorá-Lo e fazer sua vontade, bem como aqueles que procedem da consciência cristã, dos deveres espirituais e da vontade de servir a Deus de todo o coração, toda alma e todo entendimento, demonstrando seu amor e gratidão por todas as bênçãos recebidas, manifestando o desejo de retribuir –Lhe na medida das limitações e possibilidades humanas.
     Por outro lado, os motivos secundários e humanos estão baseados nos motivos puramente psicológicos, visando à autopromoção, seja a partir de uma posição de poder na igreja (autoridade) ou para compensar os sentimentos de inferioridade.
     Portanto, é fundamental e imprescindível que o obreiro cristão faça uma auto-avaliação racional, sincera e equilibrada de seus motivos, compreendendo seus objetivos (espirituais e psicológicos) e decidir se quer abraçar esta posição honrosa e árdua ao mesmo tempo.
1.2 – O discernimento entre Atitudes Espirituais (Ativas) e Hábitos Religiosos (Passivas) – (1º Samuel 16:7)

     É extremamente importante que o obreiro seja sincero consigo mesmo para avaliar suas atitudes espirituais. Não pense o obreiro que engana a Deus. Não tente enganar a si mesmo, pois deste modo não progredirá espiritualmente.
     Portanto, é relevante para vida espiritual e psicológica, que o obreiro analise se está exercendo as atividades espirituais (orar, estudar a Bíblia e buscar a Deus) com uma atitude sincera e ativa, e não apenas cumprindo hábitos religiosos.
     O que mais conta diante de Deus não é o exterior, pois Ele sonda o coração, como está escrito em 1º Samuel 16:7 “Porém o Senhor disse a Samuel: não atentes para sua aparência, nem para sua altura, porque o rejeitei, porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor o coração”.
     Concluindo, o obreiro deve ter disciplina e dedicação (interna) para desenvolver um relacionamento íntimo com o Senhor, compreendendo que somente assim aprenderá as verdades divinas, pois Deus tem o prazer de se revelar ao Cristão, como está escrito em Jeremias 33:3 “Invoca-me e te responderei, anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas que não sabes”.
1.3 – A conscientização da Importância de ser Obreiro e das Dificuldades que enfrentará em suas atividades ministeriais.

     Conforme o versículo de 1º Timóteo 3:1, quem almeja ser obreiro na Igreja de Cristo possui um excelente objetivo espiritual. É uma função espiritual importantíssima, desde que seja feita com base na motivação primária, isto é, servir a Deus de todo o coração, de todo entendimento e de toda alma.
     É extremamente fundamental que o obreiro se conscientize da sua importância para o desenvolvimento espiritual do ministério a que faz parte. O obreiro é parte complementar da liderança espiritual da Igreja. É também imprescindível que se conscientize que não é “o mais importante de todos”, mas saiba reconhecer sua posição relativa ao todo.
     A primeira função do obreiro é ser auxiliar do pastor (líder da igreja) e da diretoria, cooperando para atingir os objetivos propostos pelo ministério pastoral. Para tanto é fundamental que o obreiro compreenda que deve ser submisso à liderança pastoral. Ser submisso significa contribuir com a missão pastoral, fazendo a parcela que lhe foi delegada pela liderança (Hierarquia ministerial). Neste sentido, o ministério que o pastor deu-lhe para coordenar é parte da totalidade da missão pastoral, sendo o obreiro um assistente da liderança, mas dentro das diretrizes e visão do líder.
     Considerando que o obreiro cristão tem sua área de atividade espiritual (ministério), o pastor espera que ele cumpra as funções que lhe foram distribuídas. Espera ainda que o obreiro cristão oriente e dirija o grupo cristão, que está sob sua liderança, levando-os a buscar um relacionamento íntimo com Deus, desenvolvendo as atividades espirituais relativas ao ministério (louvor, evangelismo, visitas, ensino e etc..).
     Portanto, é importante que o obreiro compreenda e conscientize-se que é co-participante do ministério pastoral, e que as atividades espirituais devem ser executadas para o engrandecimento do nome de Jesus e para honra e glória de Deus.
     O outro aspecto fundamental a ser tratado dentro deste tópico é sobre a conscientização das dificuldades a serem enfrentadas em suas atividades espirituais.
      Os dois tipos de dificuldades mais freqüentes que o obreiro encontra em seu ministério são: membros carentes afetivamente que requerem habilidade emocional e a luta espiritual, pois o inimigo não quer ver prosperar a obra de Deus.

     No que diz respeito à primeira das dificuldades a Palavra de Deus nos adverte em Romanos 14:1 “Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões”. Portanto é um dos mais importantes obstáculos a serem vencidos na obra de Deus, visto que pessoas são criaturas especiais, e quando convertidos a Cristo tornam-se filhos de Deus. Mas o obreiro precisa estar preparado para lidar psicologicamente com seus liderados, pois apesar de serem crentes em Cristo são também humanos (gente), sendo fundamental compreender a relação existente entre os aspectos espirituais e humanos.

     Na dificuldade relativa à luta espiritual devemos ter em mente que o diabo veio somente para matar, roubar e destruir (João 10:10), e não quer outra coisa senão atrapalhar a obra de Deus. Por isso o obreiro deve buscar um relacionamento íntimo com Deus e orar continuamente para que a verdade contida em Tiago 4:7 possa manifestar em sua vida “Sujeitai a Deus, resisti ao diabo e ele fugirá de vós”.
     Por tudo isso fica claro a necessidade da conscientização, por parte do obreiro, de sua importância como co-participante no ministério pastoral e das dificuldades que são inerentes às suas atividades ministeriais, alertando-o para que esteja devidamente preparado (espiritual e emocionalmente) para contribuir com a liderança ministerial e vencer os obstáculos, através de seu desenvolvimento pessoal e espiritual.
1.4 – As Características Espirituais e Psicológicas Básicas para a Formação da Personalidade do Obreiro Cristão
     Para que o obreiro possa executar com eficiência as atividades concernentes ao seu ministério deve formar a personalidade cristã. Para tanto precisa desenvolver as características espirituais e psicológicas básicas, pois deve ter em mente que é um auxiliar no ministério pastoral. O que equivale a dizer que precisa saber submeter à autoridade pastoral e das lideranças superiores a que estiver hierarquicamente subordinado. Para que possa ser bom líder espiritual é fundamental que saiba obedecer às normas e autoridades.
     As características espirituais e psicológicas básicas são: a humildade, a submissão e a obediência.
     A humildade é a primeira característica básica a ser considerada, pois sem ela não é possível à submissão e a obediência. Ser humilde não significa ser inseguro e incapaz, expressando-se como se fosse impossibilitado para executar as atividades designadas. A humildade é, sobretudo, a capacidade de compreender que não é onipotente, onisciente e onipresente, isto é, apesar de ter suas qualidades e talentos, tem também suas limitações e dificuldades pessoais, sabendo que tem muito a aprender. Portanto, não pensar de si mais do que convém, reconhecendo também valores e qualidades das outras pessoas. A humildade é o antídoto do orgulho, da jactância, da presunção e da arrogância. Somente com humildade uma pessoa poderá ser um obreiro e líder cristão eficiente diante de Deus.
     A submissão é a segunda característica básica a ser considerada, pois um obreiro precisa estar em conformidade com a missão pastoral. O significado da palavra submissão já demonstra a atitude correta que o obreiro cristão deve desenvolver, a saber: ter uma missão complementar à visão ministerial.
     O obreiro precisa estar inserido no planejamento pastoral, contribuindo para atingir as metas propostas pela direção do ministério. O obreiro é parte integrante deste projeto ministerial, mas deve se submeter aos propósitos da igreja. Sem esta submissão voluntária e espontânea da parte do obreiro não é possível um desenvolvimento harmonioso do projeto ministerial a que faz parte. Em caso de contradição de idéias o obreiro pode dialogar com seu líder, mas deve estar ciente que ele que dará a palavra final sobre o assunto. Pois, se esta ocupando um cargo de liderança na igreja foi Deus que o instituiu, conforme nos adverte os versículos de Romanos 13:1-3 “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores: porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. De modo que aquele que se opõem à autoridade, resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem. Entretanto se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal”.
      A obediência é a terceira característica básica, pois é ela que colocará em prática os objetivos propostos pela direção ministerial. É a parte operacional da vontade divina, transformada em metas a serem atingidas pelo corpo de Cristo. Obedecer é, sobretudo, a capacidade de entender os objetivos, aceitá-los e executá-los de conformidade com que lhe foi determinado. Obediência é a prova da existência real da humildade e da submissão por parte do obreiro. Se existe possibilidade de disfarçar a humildade e a submissão, admitindo-as apenas por palavras, não é este caso em relação à obediência. Em outras palavras, enquanto a pessoa pode querer passar a idéia de ser humilde e submisso por aparência (exterior), a obediência somente é provada pelas atitudes. Somente uma pessoa que é obediente aos princípios e propósitos pastorais pode vir a ser um bom líder.
     Portanto, estas três características são igualmente importantes na formação saudável e equilibrada da personalidade do obreiro cristão, pois são critérios fundamentais de avaliação da maturidade espiritual e psicológica. Sem humildade não é possível submissão, mas sem submissão não é possível a obediência.

1.5 – A Vontade de Deus (Romanos 12:2)
     A vontade de Deus é o que existe de melhor para o Ser Humano. Não existe outra vontade que possa superá-la. Seguir as instruções de Deus é o caminho excelente para a vida humana.
     Para quem crê que Deus existe, criou o mundo e o Ser Humano, não há nada mais natural do que compreender que somente Ele é capaz de saber integralmente o que é bom ou mal para sua criatura especial.
     Uma das provas que Deus ama o Ser Humano foi o fato de formá-lo à Sua imagem e semelhança, conforme está escrito em Gênesis 1:26 “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança…”. Ele certamente não faria um ser a sua imagem e semelhança se não lhe fosse muito importante. Também somente se pode pensar que Deus querer para sua criatura, o Ser Humano, o melhor de tudo que existe.
     Outro fator importantíssimo é que Deus é o criador do homem. Isso implica que Ele conhece perfeitamente, e como ninguém mais, a estrutura da natureza nos mínimos detalhes. Como está escrito em Hebreus 4:12-13 “Porque a Palavra de Deus (que reflete a vontade de Deus) é viva e eficaz, e mais cortante do que espada de dois gumes e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, junta e medula, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos Daquele a quem temos que prestar contas”. O criador é então o maior especialista sobre sua criatura, sendo único habilitado para saber o que é melhor fazer ou evitar.
     Pensando no Ser Humano e seus conflitos emocionais, Deus providenciou um manual de instrução de Sua vontade, para auxiliá-lo em sua vida. Este manual maravilhoso é a Bíblia Sagrada. Nela está contida desde o planejamento e formação do Homem e do mundo físico adequado a sua vida, a formação da companheira do Homem (a Mulher), as normas éticas e morais que indicam tudo o que é bom para o Ser Humano fazer e viver bem. Também tudo o que deve ser feito, pois senão viria a punição, bem como a maior bênção que o homem pode receber, a saber: a salvação da alma humana em Jesus Cristo, o Filho Amado de Deus.
     Ninguém, em lugar nenhum, em tempo algum jamais conseguiu ocupar a posição de conhecedor do Ser Humano que pertence somente a Deus. A Palavra de Deus confirma isto, como está escrito em 1º Coríntios 13:12 “Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, então conhecerei como também sou conhecido (por Deus)”.
     A vontade de Deus é boa, agradável e perfeita, segundo consta em 12:2 “… para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Não há dúvida neste aspecto, pois a vontade Divina é soberana, e Ele nos ama e deseja que tenhamos uma vida plena, próspera, feliz e bem sucedida em todos os sentidos.
     O que acontece, na maioria das vezes, é que o Ser Humano, por ser sujeito a dificuldades emocionais, pode duvidar destas características da vontade de Deus. É fácil para o Ser Humano compreender que à vontade de Deus é boa e perfeita, mas acha desagradável cumpri-la quando está em sentido contrário aos seus desejos. Neste caso, o cumprimento da vontade de Divina significa, para o ser humano, exatamente a renúncia de sua própria vontade.
     Esta experiência, do ponto de vista humano, é por demais desagradável, uma vez que ele age prioritariamente baseado no princípio do prazer. Mas, isto é uma reflexão errônea a respeito da vontade de Deus. Quando o ser humano não cumpre a vontade divina, porque lhe é desagradável, inicialmente descobrirá que seguir o seu desejo humano pode ser agradável e bom a curto prazo, mas ao final não terá o melhor resultado. Pode acontecer que este final não seja evidente, a princípio, ainda mais se tratando de uma pessoa que rejeita a vontade de Deus, gastando sua vida nos prazeres humanos. Enquanto viver pode sentir-se satisfeita humanamente, mas no mundo porvir (a vida eterna), infelizmente, descobrirá que à vontade de Deus era certamente a melhor para sua vida. 
     Tratando-se de pessoas que conhece a verdade espiritual, isto é, que são crentes em Jesus Cristo, tendo-o como seu Senhor e Salvador, os resultados de não seguir a vontade de Deus, mesmo que inicialmente agradável, normalmente, revelam serem negativos com mais facilidade. Felizmente o cristão descobre que seguiu o caminho errado e que seu último estado se tornou pior do que o primeiro. Certamente o cristão tem a possibilidade de arrepender-se, pedir perdão a Deus e produzir o fruto digno do arrependimento.

Na verdade, a vontade Divina é sempre, em todo tempo e lugar, é a melhor para o ser humano, sendo realmente boa, agradável e perfeita. Portanto, mesmo que à vontade de Deus seja desagradável, a curto prazo, aos desejos humanos (a carne), deve ser seguida, pois ao final se revelará agradável e, sobretudo, um caminho de vida.

      A vontade de Deus está baseada em seus atributos pessoais, a saber: Ele é amor, é sábio, justo, misericordioso, onipotente, onisciente e onipresente, tendo então todas as características necessárias para conhecer o passado, o presente e o futuro do ser humano e dirigi-lo rumo à vida saudável nos aspectos espiritual, psicológico e fisiológico, bem como a felicidade eterna no céu.
     A disciplina de Deus a seus filhos, isto é, aqueles que vêem Jesus Cristo como o Senhor e Salvador, é, sobretudo, uma manifestação de seu amor. A disciplina de Deus está relacionada com a Vontade de Deus. Quando o ser humano desvia-se do santo e perfeito caminho de Deus, Ele deve intervir na direção tomada pelo cristão para trazer-lhe de volta ao rumo certo. “Porque o Senhor corrige a que ama…” (Hebreus 12:6) e “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza, depois, entretanto, produz um fruto pacífico ao que tem sido por ela exercitaos, fruto de justiça” (Hebreus 12:11).
     A disciplina tem este sentimento de tristeza, a princípio, pelo mesmo motivo que o ser humano evitou cumprir a vontade de Deus, conforme, mencionado anteriormente. Parece-lhe desagradável, uma vez que seus desejos humanos militavam em sentido contrário à vontade de Deus. Mas, em seu imenso amor, Deus procura a pessoa para que possa seguir o caminho, conforme está escrito em Hebreus 12:5 “… filho meu, não despreze a correção que vem do Senhor…”. Não devemos nos rebelar emocionalmente contra a vontade de Deus, e entendê-lo como se tivesse um desejo sádico de nos punir, pois Deus não é tirano, mas sim um Pai amoroso que sabe que deve corrigir o filho para que ele aprenda qual é o caminho correto a seguir.
     Portanto, ninguém mais, além de Deus, ama verdadeiramente o ser humano e deseja que ele seja bem sucedido neste mundo e no porvir. Então, seguir a vontade de Deus é a melhor coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa, apesar das dificuldades pessoais que isto requer.
1.6 – A Ética Cristã e a Palavra de Deus (Isaías 48:17 / Tiago 1:22-25)

     A ética consiste em um processo racional e reflexivo com a finalidade de compreender qual é a ação reta, procedimento honrado e íntegro e o caráter virtuoso. A preocupação ética principal é a conduta apropriada, mas considerando também as atitudes e motivos dos quais a conduta resulta.
     Por ética cristã compreende-se um método de determinar o certo e o errado que surge da compreensão de interpretação da mensagem bíblica. Para que a ética seja verdadeiramente cristã deve ter sua ênfase básica na pessoa de Jesus Cristo. Neste sentido, agir eticamente significa fazer aquilo que é correto e evitar o que é incorreto. Em outras palavras, é cumprir a vontade de Deus.
     Entretanto é fundamental que o obreiro estude sistematicamente a Palavra de Deus, e ore para estar em comunhão com Deus e sua vontade. Mas é importante que tenha a decisão firme de seguir a vontade de Deus, mesmo em detrimento de sua vontade.
     A compreensão cristã ética é imprescindível para que o obreiro saiba determinar o certo e o errado conforme a Palavra de Deus, mas os princípios bíblicos devem ser colocados em prática na vida do cristão.
     O obreiro deve agir conforme ensinam os versículos de Tiago 1:22-25, não sendo apenas ouvinte ou “conhecedor” da Palavra de Deus, mas ser operoso praticante.
     Devemos lembrar que Deus quer que sejamos crentes amadurecidos, e não filhos imaturos e infantis, que precisam de leite e não de alimento sólido. Seja filho obediente de Deus, demonstrando com seus atos, e não apenas com palavras, em todos os locais e situações da vida em que se encontrar.
1.7 – A Auto-avaliação Sincera e Equilibrada de sua Vida Espiritual (1º Coríntios 11:28 / Romanos 12:3)

     Todas as condições fundamentais anteriormente tratadas são complementarmente importante, não podendo escolher uma em detrimento da outra.
      Esta última condição tem a finalidade de integrar as outras, visando a avaliação pessoal do nível de envolvimento espiritual e psicológico de forma sincera e equilibrada. O ser humano deve estar periodicamente examinando a si mesmo, pois os desejos carnais são insistentes, influenciando negativamente, e caso a pessoa descuide-se vai afastando-se aos poucos do relacionamento íntimo com Deus.
      É sabido, que do ponto de vista humano, é mais fácil fazer o que é social, psicológico e espiritualmente errado do que o certo. O errado está baseado nos impulsos emocionais, intensificado pelas tentações malignas, que não tem outro objetivo senão estimular os desejos e emoções negativas do ser humano, tocando-lhe também nos pontos fracos para levá-lo a cometer o erro. Para que se faça o que é correto, a pessoa tem que ir no sentido contrário, na maioria das vezes, aos desejos humanos, sendo necessário que se esforce para que atinja seus objetivos. O ser humano, com um nível maior de imaturidade emocional, tende a dar vazão aos desejos egocêntricos, enquanto que para agir altruisticamente, tem que ter equilíbrio emocional entre os desejos, direitos e deveres, mas, sobretudo, a ação transformadora do Espírito Santo em sua vida.
      Portanto, a auto-avaliação sincera e equilibrada é indispensável para que possa exercer seu ministério para o engrandecimento do nome de Jesus Cristo, pois, caso contrário, se corre o risco de querer, disfarçadamente, sob aparência de serviço cristão, dar vazão aos desejos egocêntricos.
     Concluindo, não se pode deixar de buscar constantemente nenhuma das condições fundamentais que levam ao crescimento espiritual, para que possa ser verdadeiramente dedicados para a honra e a glória do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
 
Dalton Ricaldoni